
Vereador Naifer (NOVO) alerta para situação crítica da Passarela da Barra e cobra ação urgente do poder público
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10/04/2026Durante os dias de chuva, o vereador Naifer realizou fiscalizações em diversas unidades educacionais e de atendimento infantil de Balneário Camboriú e constatou um cenário preocupante: mesmo após passarem por reformas, várias estruturas apresentaram problemas durante as precipitações, evidenciando falhas de planejamento, execução e fiscalização nos contratos públicos.
As vistorias foram realizadas nas seguintes unidades:
- NEI Odácia Tereza Damázio
- NEI Rio das Ostras
- NEI São Judas Tadeu
- CEM Dona Lili
- CEM Nova Esperança
- CEM Antonio Lúcio
- Posto de Atenção Infantil (PAI)
Segundo o vereador, a repetição de problemas estruturais em unidades que já receberam intervenções ou reformas recentes acende um alerta sobre a qualidade das obras e sobre a capacidade de resposta da administração pública diante de situações climáticas previsíveis.
“Até quanto nossas estruturas públicas suportam a chuva?”
Na avaliação de Naifer, a situação exige uma reflexão urgente por parte da Prefeitura: até quanto as estruturas públicas de Balneário Camboriú suportam períodos de chuva sem comprometer o funcionamento dos serviços essenciais?
“Não se trata apenas de goteiras ou transtornos pontuais. Estamos falando de aulas suspensas, prejuízo pedagógico, comprometimento de atendimentos especializados de saúde para as crianças, além de danos a mobiliários, equipamentos e alimentos. O impacto disso para as famílias e para os pagadores de impostos é enorme”, destaca o vereador.
Problemas expõem falhas de planejamento e fiscalização
Para Naifer, o fato de diferentes unidades apresentarem problemas em dias de chuva, mesmo após passarem por reformas, revela uma deficiência estrutural na forma como os contratos públicos vêm sendo conduzidos.
“O que as fiscalizações mostram é que não basta gastar dinheiro público com obras se elas não resolvem os problemas reais. Quando chove e a estrutura falha, fica evidente a falta de planejamento, a fragilidade da fiscalização contratual e a ausência de uma gestão verdadeiramente técnica”, afirma.
Lei aprovada pela Câmara pode fortalecer a estrutura técnica do município
O vereador também destacou que a aprovação do Projeto de Lei Ordinária nº 43/2026, que, após sanção, se torna a Lei Ordinária nº 5.231/2026, representa um passo importante para ampliar a capacidade técnica da administração municipal.
Segundo Naifer, a norma é um respiro para as estruturas educacionais de Balneário Camboriú, pois amplia a possibilidade de contratação de engenheiros e especialistas técnicos, fortalecendo a capacidade de avaliação, acompanhamento e fiscalização das estruturas públicas.
“Essa medida pode ajudar a cidade a sair da lógica do improviso e avançar para uma atuação mais técnica. Mas isso só fará diferença se vier acompanhado de planejamento, transparência, equipe qualificada e meritocracia em resultados”, pontua.
No CEM Antônio Lúcio, merenda ainda é armazenada em área externa da cozinha
Durante a fiscalização no CEM Antônio Lúcio, o vereador também registrou outro problema que chama atenção: mesmo após dois meses do retorno das aulas, as merendas ainda estão sendo armazenadas em área externa da cozinha, por falta de mobiliário adequado.
Para Naifer, a situação demonstra que, além das falhas estruturais, ainda persistem problemas básicos de organização e estrutura interna em unidades da rede municipal.
“Estamos falando de alimentação escolar, de um ambiente que precisa oferecer o mínimo de organização, higiene e dignidade. Não é aceitável que, dois meses após o início das aulas, ainda haja improviso em uma área tão sensível”, critica.
Cobrança por gestão técnica, preventiva e transparente
Para o vereador, os problemas identificados reforçam a necessidade de uma mudança na lógica da gestão pública municipal, com foco em prevenção, fiscalização efetiva e entrega de resultados concretos.
“Chegou o momento de uma gestão com planejamento, transparência, equipe técnica e meritocracia em resultados. O município precisa parar de agir depois que o problema explode e começar a atuar de forma preventiva, responsável e eficiente”, conclui.








