
Movimento ‘O Sul é o Meu País’ realizou uma consulta popular em Balneário Camboriú (SC) sobre a separação do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul do restante do Brasil.
03/11/2026
A Prefeitura de Balneário Camboriú demitiu uma servidora que recebeu salário de forma indevida e vai cobrar dela R$ 120.664,63.
04/11/2026O vereador Naifer Neri (Novo), de Balneário Camboriú, denunciou um suposto caso de funcionária fantasma na Prefeitura, envolvendo pagamentos realizados a uma servidora que, segundo ele, não estaria exercendo suas atividades. Em entrevista ao programa Bote a Boca no Trombone, da Rádio Menina, o parlamentar afirmou que os vencimentos brutos recebidos pela mulher ultrapassam R$ 169 mil, considerando períodos de 2022 e 2025.
A situação foi identificada durante uma fiscalização conduzida pelo vereador sobre o pagamento do auxílio-assiduidade, benefício de R$ 400 concedido a servidores municipais. No caso em questão, Naifer buscava informações sobre funcionários cedidos pela Prefeitura a entidades externas.
Segundo o parlamentar, ao visitar uma dessas instituições, constatou que a servidora não prestava mais serviços no local, embora continuasse vinculada à administração municipal.
Pagamentos teriam ocorrido em 2 períodos
Na entrevista, Naifer explicou que o caso teria começado após a servidora solicitar licença sem vencimentos, em 2021. Conforme o levantamento apresentado por ele, pagamentos teriam sido realizados indevidamente entre abril e outubro de 2022, somando aproximadamente R$ 60 mil naquele período.
Posteriormente, a mulher teria solicitado exoneração, mas a portaria correspondente foi revogada. Segundo o vereador, ela permaneceu afastada até março de 2025, quando deveria retornar às atividades.
A partir daquele mês, a folha de pagamento teria voltado a gerar salários automaticamente, com repasses até dezembro de 2025, incluindo o 13º salário.
De acordo com Naifer, a soma dos valores brutos ultrapassa R$ 169 mil. Ao considerar os encargos previdenciários, o montante superaria R$ 200 mil. O parlamentar também apresentou uma estimativa próxima de R$ 240 mil com atualização monetária.
Vereador questiona responsabilidade pelos pagamentos
Naifer afirmou que comunicou a situação à Secretaria de Gestão de Pessoas em janeiro de 2026 e cobrou a suspensão dos pagamentos, além da abertura de um procedimento para apuração do caso.
“Agora, nós temos que apurar de quem é a responsabilidade em relação a esses pagamentos”, declarou durante a entrevista.
O parlamentar questionou como a folha de pagamento continuou registrando remunerações de uma servidora que, segundo ele, não cumpria expediente.
Para Naifer, a situação evidencia deficiências no controle de pessoal do município. Ele também defendeu a identificação dos responsáveis pela autorização e pela fiscalização dos pagamentos.
Fiscalização do auxílio-assiduidade também é questionada
Durante a entrevista, o vereador ampliou as críticas à gestão de pessoal. Segundo ele, foram encaminhados dez pedidos de informação relacionados ao auxílio-assiduidade, no entanto, apenas um havia recebido resposta.
O parlamentar defendeu maior fiscalização sobre o pagamento do benefício e cobrou mecanismos mais eficientes de controle de frequência e acompanhamento dos servidores.
Ele afirmou que pretende continuar acompanhando o caso para verificar a responsabilização pelos pagamentos e a efetiva devolução dos recursos aos cofres públicos.
Procurada pelo Jornalismo da Rádio Menina, a prefeitura ainda não se manifestou a respeito do caso. O espaço segue à disposição para um eventual posicionamento.
FONTE: 03/11/2026 João Sagas – Portal Menina Play



